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Pensar ou não, eis a questão.



Por onde passo vejo revolucionários. Qualquer lugar. Faculdade, supermercado, redes socais, etc.

De certa forma isso, me deixa feliz. Finalmente os jovens da minha geração começam a se mobilizar, nem que seja por todos fazerem o mesmo. Eu não chamaria de moda, mas de corrente. Se meu amigo é a favor da liberdade dos gatinhos canadenses que precisam de almofadinha, eu também vou ser.

Isso é de todo ruim? Não. Denota uma falta de personalidade e senso critico enorme, mas já é algo. Se a pessoa começar, um dia ela vai pensar e encontrar suas próprias causas.

Estamos no século XXI, o século onde se vive com 140 caracteres, uma curtida, uma imagem. Tudo se resumiu, diminuiu, minimizou. Mais uma vez, não vejo como algo de todo ruim. Você pode fazer a diferença de várias formas, só não pode acreditar que SEMPRE isso é o suficiente.

Se voltarmos 100 anos na história, temos uma década na qual aconteceu a Revolução Russa, a Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola, etc. No Brasil estávamos ainda na República Velha; acontecia a Revolta Pernambucana; no Ceará uma Guerra quanto ao Governo do Estado; manifestações operárias explodiam em São Paulo; o Brasil declarava Guerra contra a Alemanha; a política fervia; mulheres deixavam suas saias e iam trabalhar. Uma década de revolução no Mundo todo.

Estamos em 2011, entramos na contagem até 2020 e nossas revoluções acontecem em telas, em redes, em palavras nem sempre fundadas. Acreditamos em uma mídia que distorce e mente, temos ideais tão moles quanto gelatina. Depredamos, violentamos e acreditamos que qualquer desculpa é argumento.

Se já houve uma geração revolucionária, estamos bem longe. Não somos nem coca-cola, somos pêra com ovomaltino. Criada por vovó, que faz revolução com mesada de papai.
Seguimos a moda do momento: Tá na moda fazer revolução e ter opinião, não importa qual seja ou se realmente acreditamos naquilo, TEMOS que ser algo.

Vejo que Tudo que está acontecendo agora não gira em torno de mudança – não para todos -, mas da necessidade de ser. Ser alguém, ser uma pessoa que escreve algo, ser popular, ser diferente. Ser, e ponto.

O mundo não é o mesmo de 1911. Nossas metas não são as mesmas, nem a cabeça, nem nada. Somos capitalistas com vergonha de assumir, somos libertários em jaulas, lutamos por lutas que nem sabemos o motivo.

No final, acredito que a maior revolução da nossa geração é pensar. Você estará revolucionando sua vida, seu meio e seu país quando começar a praticar esse verbo.

Pensar ou não, eis a questão.

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2 pensamentos sobre “Pensar ou não, eis a questão.

  1. Acredito que isso é muito válido.
    Só essa semana tive muitas surpresas em conhecer jovens, jooovens mesmo, empenhados em tentar mudar algo nesse mundo.
    Seja escrevendo em blogs, seja tirando uma foto, um vídeo. Porque é esse o meio que possuímos. E é bastante eficaz, pois não permanece apenas de boca em boca.
    Vai ao mundo todo.

    Espero, claro, que isso não seja apenas micro revoluções, e sim mudanças completas na sociedade.
    Afinal, como os antigos falam: “Somos o futuro da nação”

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