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A História de Amor de Gustav Klimt.


Lembro que quando comecei a me interessar e estudar Arte, há uns 3 anos atrás, um dos primeiros pintores que virei fã foi Gustav Klimt. Até então nunca havia lido e nem ouvido nada sobre, apesar de ser amplamente conhecido e discutido, não é uma figurinha tão batida quanto Picasso, Dalí ou Van Gogh. Grande percursor da Art Nouveau no século XX, conhecido por quadros dourados, florais e que usavam livremente da sexualidade, Klimt teve sua época mais produtiva entre o final do séuculo XIX e começo do século XX, pintando até 1918 quando morreu de apoplexia.
Mulherengo convicto e aventureiro foi aclamado em Veneza por pintar vários retratos femininos, dentre um deles o de Emilie Flöge.
Tal dama em questão ficou conhecida por ter sido amante e grande amor de Klimt, tendo dado lenha para dois livros e um filme, a história pouco divulgada gerou um dos quadros mais famosos do pintor ” Retrato de Emilie Flöge” e consequentemente o quadro mais famoso ” O Beijo “.
Emilie foi uma renomada modista veneziana, irmã da mulher do irmão de Klimt, começou a ter um romance com o pintor quando tinha 18 anos, após a morte de Ernest Klimt.

Atuantes na Secessão de Viena, grupo de artistas que variavam entre arquitetos, designs e pintores, tendo assim um relacionamento não só pessoal como profissional.
Conta-se que uma das frases mais marcantes de Klimt foi dita para Emilie antes de sua morte “Todo ano, custe o que custar, em vez de me casar vou dar uma pintura para você”, o que deixa o rumor de que eram realmente amantes.O romance durou até sua morte, tendo Emilie herdado metade dos bens e a outra metade tendo ficado para a família Klimt.
Os últimos anos do casal se passaram na Austria, porém, muitos historiadores acreditam que viviam como amigos, dormiam em camas separadas e mantinham um amor ‘fraternal’. Ambos eram discretos com a vida pessoal, após se mudarem muito se perdeu, os poucos documentos da época foram queimados pelo Governo Nazista. Quase todas as obras de Klimt foram roubadas ou tomadas, só sendo reavidos após anos e outra grande quantia foi destruída. Emilie mesmo após a morte do pintor manteve o ateliê intacto e preservou rascunhos e quadros, muitos nunca mostrados, selados à sete chaves no acervo pessoal da família.
Na época de ouro de Klimt e Flöge ambos abriram juntos uma casa de alta costura onde a grandes da aristocracia veneziana faziam questão de frequentar, com um design único os vestidos seguiam o padrão ‘solto’ da reforma dos vestidos, com estampas florais e adornos fluídos. Feminista assumida, Emilie marcou a época com seus vestidos e protagonizou uma história de amor que muito nos lembra a de Sartre com Beauvoir.
Enquanto vivo conta que podia-se ver Klimt com sua túnica solta pintando paisagens e Emilie ao seu lado, com vestidos coloridos.

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